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jun
14

 Falta de teclado no iPhone pode ser um problema

Categoria(s): Apple Mobile, Celulares, Noticias por Celulito on 14-06-2007

Celulares - Apple

Se existe uma aposta de US$ 1 bilhão no desenvolvimento do Apple iPhone, ela envolve o fato de que esse celular inteligente não dispõe de um teclado mecânico. Na mais clara prova da estética espartana de design que orienta o presidente-executivo da Apple, o iPhone só ostenta um botão mecânico, aquele que conduz o usuário de volta à tela inicial.

Steven Jobs - Apple Iphone

O design ecoa a filosofia definida por Steve Jobs duas décadas atrás, sob a qual um mouse de computador não deveria ter mais de um botão. (Hoje em dia, a maioria deles têm dois.) O argumento de Jobs era que a existência de apenas um botão tornava impossível apertar o botão errado.

O teclado está presente em outros celulares, tanto dirigidos a adolescentes quanto a executivos. Mas a falta de teclado poderia ser uma solução inteligente de desenho industrial, porque permite que o iPhone tenha tela de 3,5 polegadas, e isso o torna atraente para usos alternativos, como assistir a filmes, que poderiam representar novas fontes de receita para a Apple e sua parceira AT&T.

O lado negativo é que digitar mensagens requer tocar a tela com os dedos ou polegares, algo que praticamente ninguém, exceto os funcionários da Apple, experimentou até agora. “A sensação táctil de um teclado mecânico é um aspecto bastante importante de interação humana”, disse Bill Moggeridge, fundador da Ideo, uma empresa de design industrial da Califórnia. “Sem isso, as pessoas se sentem inseguras”.

Jobs e os demais executivos da Apple argumentam que um teclado que surge na tela quando necessário vai representar um compromisso indolor. O teclado virtual dispõe de um dicionário eletrônico que tenta prever a palavra que está sendo digitada, e aponta erros à medida que são cometidos.

Isso, claro, requer que os usuários aprendam o novo sistema, tarefa que, reconhecem os executivos da Apple, pode exigir alguns dias. No mês passado, em conferência setorial, Jobs descartou as dúvidas sobre a dependência quanto a um teclado virtual alegando que os usuários só terão de aprender a confiar no sistema, e “decolarão”. Mas, nos dias que antecedem a chegada do novo modelo à s lojas da Apple e da AT&T nos Estados Unidos, designers e especialistas em marketing de eletrônicos estão conduzindo um animado debate sobre a paciência dos consumidores para teclar sem a sensação táctil a que se acostumaram com os teclados convencionais.

A Apple está aceitando outros compromissos, quanto ao design. A rede de celulares EDGE, da AT&T, transmite dados mais devagar que as de operadoras rivais de telefonia móvel, mas o iPhone disporá de Wi-Fi para acesso à Internet. O celular não terá porta para placas de memória.

O teclado, no entanto, representa a maior das preocupações. Na pior das hipóteses, os compradores podem devolver o produto. No momento, a AT&T dá prazo de 30 dias aos compradores para devolução de celulares, mas não se sabe se a norma será mantida com relação ao iPhone. Se houver volume significativo de devoluções, isso pode solapar o que vem até agora sendo uma notável blitz promocional que culminará com o lançamento do iPhone, no dia 29.

“Jamais houve um aparelho que tenha feito grande sucesso usando apenas uma tela de toque”, alertou Sky Dayton, presidente-executivo da Helio, um serviço para redes de celulares que recentemente introduziu um aparelho inovador, o qual combina o Google Maps a um sistema de GPS, e um novo recurso que permite localizar fisicamente amigos que estejam usando celulares Helio.

O Palm conseguiu sucesso, ele afirmou, a despeito de requerer que os usuários do Palm Pilot empregassem uma caneta especial para inserir textos, usando um sistema de escrita próprio chamado Graffiti. Mas a empresa terminou por abandonar essa idéia, e equipou os modelos de sua linha Treo com um teclado mecânico.

As mensagens de texto têm papel central na vida de toda uma geração, argumenta Dayton, e a Apple está assumindo um risco ao não conceder papel central a elas em seu novo celular. “Existe uma geração de usuários que estão sempre online e não se comunicam como os pais deles faziam”, afirma. “Eles trocam e-mails e mensagens de texto; conversam por sistemas de mensagens instantâneas”.

Abandonar o teclado físico dá ao software importância maior que a do hardware, no design de produtos, diz Mark Rolston, vice-presidente sênior da Frog Design, uma consultoria de desenho industrial.

Um resultado dessa opção, ele afirma, vem sendo uma conversação mais rica entre os designers da empresa e os clientes, porque o software oferece gama muito mais ampla de opções e recursos. “Isso é excelente para nós, porque as operadoras não queriam ouvir”, afirma Rolston.

Agora a situação mudou, e a tendência resultou em volume significativo de novos negócios para empresas como a Frog. “Estamos sendo procurados por muito mais clientes, com idéias mais agressivas sobre o que fazer”, diz Ralston.

Ele acredita que Jobs se sairá bem com sua aposta. “Eles assumiram um risco, e é um passo audacioso para o setor. O risco é válido”, afirma.

De fato, os poucos usuários de fora da Apple que puderam testar o aparelho dizem que a empresa conhecida por sua excentricidade conseguiu promover um importante avanço na arte do controle de sistemas de computação. Ela talvez consiga convencer uma nova geração de usuários de tecnologia a usar os dedos em lugar de um mouse ¿ tecnologia criada décadas atrás – como forma de selecionar e controlar informações.

E este não pode ser o mais importante dos avanços de design promovidos por Jobs com o iPhone, um fato que vem sendo ignorado em meio à preocupação com as questões de interface do aparelho. Donald Norman, designer e co-diretor do Instituto Segal de Design, na Universidade Northwestern, acredita que o novo aparelho de Jobs atrairá um novo público. “A Apple diz que não está vendendo para quem tem um Blackberry, mas para quem navega na Internet e ouve música”, afirma.

Fonte: [ http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1685635-EI4796,00.html ]

jun
06

 Lançamento do Iphone

Categoria(s): Apple Mobile, Celulares, Noticias por Celulito on 06-06-2007

Tóquio – Comerciais de TV que entraram no ar no sábado anunciaram a esperada data de lançamento.

A Apple vai lançar o aguardado iPhone nos Estados Unidos em 29 de junho, anunciaram comerciais de TV que entraram no ar no sábado (02/05).

Iphone

O badalado iPhone combina recursos de iPod – como música e vídeo – com as funções de celular, e será oferecido nos Estados Unidos por meio da operadora AT&T Wireless Services.

A AT&T, que adquiriu a Cingular Wireless, não anunciou ainda detalhes de como vai vender os telefones, mas já se sabe que dois modelos estarão disponíveis: um com 4 GB (gigabytes) de memória), que custará 499 dólares; e outro com o dobro da memória, que sairá por 599 dólares.

O anúncio da data de lançamento encerra um período de cinco meses de especulações sobre o dia da estréia do iPhone, desde que Steve Jobs ofereceu uma prévia do novo produto, em 10 de janeiro, durante sua palestra na Macworld Expo, em São Francisco.

Na apresentação, Jobs classificou o produto como “revolucionário” e demonstrou seus recursos para uma audiência extasiada. Entre eles estão tela sensível ao toque com “Multi-Touch”, que permite tocar em diferentes pontos da tela ao mesmo tempo.

Com tela de 3,5 polegadas, o iPhone será quadribanda GSM (global system for mobile communications), o que significa que poderá funcionar praticamente em qualquer grande país do mundo – com exceção do Japão e da Coréia, onde o GSM não é usado. A transmissão de dados será feita por Wi-Fi, Bluetooth e EDGE.

Por trás da interface intuitiva do iPhone está o sistema operacional Mac OSX, da Apple.

A companhia disse inicialmente que desenvolvedores terceiros não poderiam criar aplicações para o produto, mas Jobs disse na última semana que a Apple está trabalhando para permitir o desenvolvimento independente de softwares para o aparelho.

Os três comerciais do iPhone podem ser vistos no Site da Apple.

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