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Desbloqueio do iPhone aumenta risco do aparelho ser contaminado por vírus

Categoria(s): Noticias por Celulito on 28-08-2007

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São Paulo, 27 de agosto de 2007 – O desbloqueio do iPhone aumenta o risco do aparelho ser contaminado por vírus, afirma o especialista em segurança digital, Alexandre Ichiro Hashimoto, professor de Sistemas Integrados, microeletrônica e de novas tecnologias pela Politécnica/USP. “O desbloqueio aumenta as chances do usuário receber ou instalar programas ou aplicações que possam vir contaminadas por algum tipo de vírus”, alerta o professor.

Um dos golpes que podem ser aplicados por exemplo, é o celular ser transformado em um telefone zumbi. “É exatamente o mesmo que acontece com os computadores. O telefone móvel é dominado e passa a ser usado para fazer e receber ligações sem que o proprietário saiba”, descreve Hashimoto.

Vantagens e desvantagens do desbloqueio

O desbloqueio de celulares tem vantagens obvias, segundo o especialista. “É confortável para usuário não estar preso a uma única operadora, podendo escolher a que melhor lhe convém”. Mas ao mesmo tempo, o parelho destravado tem menos segurança. “No caso do aparelho desbloqueado a operadora só oferece o serviço de telecomunicação. Tudo que o usuário instalar será responsabilidade dele. Algumas liberaram a instalação de aplicativos em Java”, esclarece Hashimoto.

Além disso, o professor explica que com o desbloqueio a proliferação de spams para celular é bem maior. “A maioria destes tutoriais para destravar aparelhos como o iPhone acaba destravando o aparelho como um todo. Se você tem um programa instalado que a operadora e a fabricante desconhecem aumenta a chance do telefone ser contaminado”.

Desbloqueio em Tel Aviv

Segundo o professor, hackers israelenses de Tel Aviv descobriram um modo de desbloquear o celular da Apple, para que o aparelho possa ser usado com qualquer operadora de telefonia celular. O método para destravar o celular realmente funciona, e já foi aplicado com sucesso no Brasil.

“As novas tecnologias tendem a chegar fechadas ou padronizadas para as operadoras do mercado que irão trabalhar”. No entanto, da mesma forma como acontece com os computadores, comunidades lutam em prol da adoção de padrões abertos. No caso da telefonia móvel, os usuários finais querem escolher a operadora ou quais serviços pretendem utilizar.

Diante disso, surgem estes problemas, pois na medida que os celulares ou essas plataformas estão abertas, o controle sobre o software embutido é reduzido. “Assim aumenta a chance de ocorrências de ataques por vírus, o que diminui a segurança dos aparelhos”, complementa Hashimoto.

Fonte: [ Wnews ]



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